segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Ingenuidade

Era madrugada.

Eu vinha chegando em casa quando vi um pequeno flash luminoso pelo canto do olho. Parei com a chave na iminência de entrar na fechadura do portão quando o flash piscou de novo. Vinha de um dos galhos de um pequeno arbusto do jardim. Aproximei-me e confirmei minha suspeita: um vaga-lume. Mas não era um vaga-lume comum, pelo menos na minha opinião. Tinha uma luz viva, forte, amarelo-sol. Desnecessária àquela hora da noite, julgando o fato de que não se via qualquer outro vaga-lume por perto. Mas ele ficava lá, piscando intermitentemente, impávido.

Foi quando, então, eu percebi. Em meio à imensidão negra do céu, divisei uma estrela. E ela também brilhava num tom amarelo-sol, vivo, forte e solitário, como se respondesse aos cortejos do pequeno vaga-lume.








Post Scriptum 1: Fazia muito tempo que eu não via um vaga-lume.

Post Scriptum 2: Férias acabando... Voltando as atividades aos poucos. Aos poucos.


[ "You take the blue pill and the story ends. You wake in your bed and believe whatever you want to believe. You take the red pill and you stay in Wonderland, and I show you how deep the rabbit-hole goes... Remember: all I am offering is the truth, nothing more." ]

Quando a gente acredita, a gente pode fazer chover...